São mais de 100 milhões de pessoas; cenário de investimentos é propício, mas meta de universalização é desafio; repasse federal é tema de debate no Senado
Atualmente, 101,6 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à rede de esgoto, o que equivale a 47,8% da população do país, segundo pesquisa da Feira Internacional em Água, Esgoto, Drenagem e Soluções de Recuperação de Resíduos (Ifat) Brasil em parceria com Pezco Economics e Resolux Company, com cruzamento de dados com a projeção populacional atualizada do IBGE em 2024.
O levantamento traz dados sobre saneamento básico, como rede de esgoto, rede de água, águas pluviais e resíduos. Também traz informações por grandes regiões do país e divididas por estados.
Em relação à rede de esgoto, a Região Norte é a mais carente do serviço público: apenas 14,7% da população é atendida, seguida de Nordeste (31,4%), Sul (49,7%) e Centro-Oeste (62,3%). A região Sudeste é a que está mais perto da universalização: oito em cada 10 habitantes (80,9%) têm acesso à rede de esgoto. O Distrito Federal está em melhor colocação entre as unidades da federação, com 82% dos habitantes com acesso a esgoto tratado, seguido de Roraima (81,3%), Paraná (75,9%) e São Paulo (71,4%). Nas últimas colocações vêm Acre (0,7%), Pará (8,3%), Rondônia (9,8%), Maranhão (14,1%) e Amapá (14,2%).
Quando o assunto é universalização da água tratada, também há distância entre as macrorregiões, apesar de a disparidade ser bem menor em relação ao esgoto. A Região Norte tem 64,2% de cobertura populacional, seguida de Nordeste (76,9%), Centro-Oeste (89,8%), Sudeste (90,9%) e Sul (91,6%). Entre unidades da Federação, Distrito Federal (99% de pessoas com acesso à água potável), Paraná (96,1%), São Paulo (95,2%), Sergipe (91,6%) e Pernambuco (89,7%) são os primeiros no ranking. Na outra ponta, vêm Amapá (46,9%), Acre (48,%), Pará (55,4%), Rondônia (56,6%) e Maranhão (59,5%).
De acordo com o levantamento, o país deve investir R$ 387 bilhões até 2040 em água e esgoto. A meta para universalização do saneamento básico no Brasil é 2033 e prevê atendimento de 90% da população para rede de esgoto e 99% para acesso à água potável.
A pesquisa aponta que a participação da iniciativa privada no setor subiu, nos municípios, subiu de 5,2% em 2019 para 15,7% em 2023 – com projeção de aumentar para 45,6% em 2026.
Fonte: Monitor Mercantil
Foto: Instituto Trata Brasil